Síndrome de Burnout passa a ser doença de trabalho em 2022

15/12/2021
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Quando falamos em cuidar de nossa saúde, muitas vezes vem em nossa mente, o cuidado quando gripamos, ou sentimos algo de errado em nosso corpo. Entretanto, nosso corpo às vezes dá sinais de que algo não vai bem, como uma sinalização para analisarmos outras áreas de nossa saúde, como a mental. 

Nós já estávamos vivendo em mundo acelerado, o uso diário da tecnologia, a competitividade do mercado, a constante falta de tempo, a  autocobrança e tantos outros fatores já estavam afetando nossa saúde emocional, mesmo que não estivéssemos notando. 

Entretanto, teve um fator que afetou a população como um todo, alterando e afetando a saúde emocional, a COVID-19.

Além disso, uma área de nossa vida exige bastante atenção e dedicação, o nosso trabalho. E não apenas conosco empreendedores, mas com nossos colaboradores. E quando ele passa a afetar a saúde mental,  precisamos ficar atentos aos desdobramentos, como a síndrome de Burnout que recentemente a OMS- Organização Mundial da Saúde, anunciou que a partir de 01 de Janeiro de 2022 a Síndrome de Burnout passa a ser classificada como uma doença de trabalho.  

 

Mas afinal, o que é Síndrome de Burnout:

Em 1970 um psicanalista americano, chamado Herbert J. Freudenberger,  foi um dos primeiros observadores às doenças de trabalho, como o esgotamento profissional. 

Um trabalho exaustivo, em que os pacientes têm muitas recaídas, piorando consideravelmente a sensação de que o esforço e a dedicação não valem a pena. Depois foi observado que a mesma situação se repetia com enfermeiros, professores e médicos. Só então passou-se a considerar que qualquer trabalho que traga um estresse interpessoal contínuo e repetido, levando o trabalhador a manifestar um conjunto de sintomas muito similares, também poderia ser classificado como burnout. 

Dessa forma, em 1990 o burnout entrou para o Código Internacional de Doenças (CID) e, desde então, passou a ser uma síndrome associada ao universo do trabalho.

 

Em 2019, a OMS classifou Burnout  como um “fenômeno ligado ao trabalho" e descreve seus sintomas como: 

- sensação de esgotamento;

- cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho;

- eficácia profissional reduzida.

 

Recentemente a OMS- Organização Mundial da Saúde, anunciou que a partir de 01 de Janeiro de 2022 a Síndrome de Burnout passa a ser classificada como uma doença de trabalho.  

 

O que muda dentro das organizações?

Estresse mau administrado,  metas absurdas, ambiente de trabalho sob pressão, cultura competitiva,má gestão de pessoas, tudo isso acaba afetando o trabalhador.

Quando falamos de Burnout é preciso recordar que é uma doença relacionada ao trabalho, ao que ele está causando na saúde emocional de seus colaboradores.

Antes vista apenas como estresse ou esgotamento, hoje é uma doença que pode levar o funcionário a recorrer à justiça por conta dos sintomas e até mesmo ser indenizado pela organização. 
 

Como sua organização pode medir os riscos psicológicos?

As perguntas que as organizações devem considerar responder quando procuram medir o risco psicológico no local de trabalho, segundo a consultoria EY*: 

 

1. Os colaboradores percebem o local de trabalho como seguro e inclusivo?

2. Os funcionários percebem que têm controle/influência sobre como fazem seu trabalho?

3. Conversas de qualidade sobre saúde mental estão acontecendo em toda a organização, de maneira formal e informal? 

4. A educação sobre saúde mental foi incorporada ao dia a dia do colaborador na empresa?

*Relatório “The pulse side of mental health”, produzido e divulgado pela EY Australia em 2017.

 

Torne seu ambiente de trabalho um local seguro, inclusivo, profissional e agradável!

 

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